quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Festival de Jazz: a dois no Capão

Seguimos com nossas viagens curtas e com poucos gastos, dessa vez a dois, Bernardo, nosso filho aventureiro, ficou com meus pais. Claro, queria viajar mas, às vezes é necessário reservar algumas viagens com o parceiro e relembrar os tempos de namoro. Como diz Vanessa da Mata, em nossa música:
" Se você quiser eu largo tudo, vou pro mundo
Com você meu bem
Nessa nossa estrada só terá
Belas praias e cachoeiras..."

O nosso destino certo e de novo, foi retornar a Chapada Diamantina, agora, ao Vale do Capão, essa parte da Chapada não conhecíamos. Desbravamos novas paisagens, conhecemos diferentes culinárias, bebidas e prestigiamos o Festival de Jazz do Capão, em sua sexta edição, entre os dias 22 e 23/09.


Saímos de Barreiras na quinta-feira, 21 de setembro de 2017 pela manhã e chegamos depois do almoço à cidade de Palmeiras, onde ficamos hospedados na Pousada Vila Bella, local aconchegante e de uma receptividade maravilhosa, vale muito experimentar a pizza deles, deliciosa.


Livro de viagem: Quase Memórias, Carlos H. Cony


Nesse mesmo dia passeamos pela cidade e conhecemos alguns casarões históricos.




 Porém, a curiosidade foi maior e logo em seguida, fomos conhecer a Vila do Capão, o povoado de Caeté-Açu, 20 km da cidade de Palmeiras. A Vila é mística e tem uma vibe muito boa, escolhemos o bar Armazém 400ivinte, bebemos cerveja artesanal local e experimentamos na lanchonete ao lado o famoso hambúrguer de palmito de jaca, formidável.





 No dia seguinte, (22/09) logo pela manhã contratamos um guia e fomos fazer a trilha mais radical de nossas vidas, Cachoeira da Fumaça, um percurso de 6 km, 2:30h para subir e 2:00h para descer,  com uma vista belíssima para o Vale do Pati e uma caminhada introspectiva de força e equilíbrio. Lá em cima, nos deparamos com o espetáculo de onipotência da natureza, uma fio de água que vira fumaça entre rochas de elevada altitude. Sensação inexplicável.


















Quando retornamos, almoçamos no povoado Conceição dos Gatos, um prato típico, Moqueca de Jaca, num restaurante super simpático e com sobremesas caseiras  deliciosas.


A noite fomos ao primeiro dia do Festival, fomos agraciados com chuva e uma friozinho que nos surpreendeu (os barreirenses nos entendem) e prestigiamos alguns minutos do show do compositor multiistrumentista Egberto Gismonti e da orquestra Quintetrio, estávamos tão cansados e doloridos que buscamos uma farmácia próximo ao palco, ingerimos lá mesmo um dorflex e voltamos ao hotel.




No outro dia, buscamos aventuras mais amenas, voltamos à Conceição dos Gatos para conhecer a  Cachoeira Boa Vista e o Poço das Cobras, antes proseamos com seu Zezão, dono de um barzinho rústico e de histórias longas, bebemos, compramos café orgânico moído na hora com rapadura e uma cachaça intitulado Pimenta da Jamaica, experimentamos o Godó (uma espécie de vatapá com banana verde).








Poço das Cobras

Passamos algumas horas apreciando a Cachoeira e curtindo a paisagem, quando percebemos já era quase três horas da tarde.
Voltamos à Vila do Capão para visitá-la durante o dia, paramos no café Terroá, bebemos uma cerveja artesanal, compramos café orgânico e seguimos para conhecer o Circo do Capão, ao chegar lá para nossa surpresa estava rolando o workshop com a  atração mais esperada da noite, com a cantora norte-americana, Michaela Harrison, que nos fez arrepiar com sua voz.







Após esse prelúdio musical, fomos apreciar o magnífico pôr-do-sol na Cachoeira do Riachinho, depois desse espetáculo da natureza voltamos à pousada.




A noite retornamos ao Vale do Capão para assistir ao show da  Michaela Harrison "apresentando um estilo musical único, com influência no gospel, jazz, blues, soul, samba, MPB e música africana, embalado numa voz poderosa e marcante."




No nosso último dia (23/09) acordamos cedo e fizemos o checkout, partimos para nossas últimas aventuras, Campos São João, uma igrejinha antiga vista ao longe da estrada nos fez escolher esse povoado. Um tesouro histórico revelado, o vilarejo foi rota da estrada real do garimpo.







Segunda parada do dia, Vale das Piscinas, na estrada do Morro do Pai Inácio e conhecemos o Hotel Oásis, arquitetado nas pedras.





  Partimos de volta à Barreiras por volta das 12:00h, chegamos pouco depois do pôr-do-sol, com alma lavada e sensação de quero mais.