Em tempos antigos ir à capital era sinônimo de riqueza, buscar suprimentos, trazer novidades ou, quando muito, buscar atendimento médico que o interior não possuía. Contudo, em tempos de Planserv (plano de saúde dos servidores do Estado da Bahia) a busca por esses serviços médicos é fundamental fora da nossa cidade, uma vez que em Barreiras é muito limitada essa oferta pelo plano.
Assim, foram os roteiros de viagens traçados para às férias de janeiro. Entre consultas e lazer, no dia 14 de janeiro de 2020, logo após um café-da-manhã surpresa para minha mãe, D. Nilva, em comemoração aos seus sessenta anos, pegamos a estrada e seguimos rumo a capital Salvador. Uma viagem para consultas de rotinas. Ficamos hospedados no Absolute Hotel, na Pituba, preço em conta e uma ótima localização entre as clínicas que íamos percorrer. Mas é claro, como viajantes que somos, depois das obrigações vem o lazer. Fomos à praia, ao shopping, até então lugares já conhecidos nossos, pois já fomos a "Terra de todos os Santos" inúmeras vezes.
No dia 16, como as consultas foram logo pela manhã cedinho, resolvemos explorar lugares ainda não conhecidos. Pegamos a estrada e fomos à Lauro de Freitas, conhecer a Praia do Buraquinho. Praia de águas calmas, temperatura amena, com direito até encontro com o rio. Super recomendo. À noite fomos em busca do Bravo Burguer e fizemos um lanche caprichado, além dos hambúrgueres tem cerveja de qualidade e artesanal, escolhi para experimentar a Fogo na Babilônia, um tanto exótica, mas uma delícia.
Dia 17, diante da localização da última consulta do dia, fomos ao Rio Vermelho e conhecemos o Memorial Casa de Jorge Amado e Zélia Gattai, uma imersão a década de 50/70, com uma arquitetura impecável e um acervo pessoal incrível.
Dia 18, visitamos um lugar que há muito tempo estava na minha lista de visitações soteropolitanas. A Ilha do Frade. Localizada nas proximidades de Madre de Deus. Porém, é preciso organizar um transporte marítimo, facilmente localizável no porto de Madre ou com saídas diárias da capital. A vista oceânica é perfeita.
Meu objetivo maior era conhecer as Igrejas, contudo, cada uma fica em lados opostos da Ilha. Pelo mal planejamento que fizemos passamos alguns perrengues e alguns transtornos, daí só podemos conhecer a Igrejinha de São Loreto, uma pitada de arquitetura inspirada no Barroco, localizada na ponta leste dos 8 km da ilha.
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| Fotógrafo Bernardo Machado |
No retorno, ficamos para apreciar o pôr-do-sol em Madre de Deus, íamos dormir por lá, mas devido a falta de pousadas disponíveis na cidade tivemos que seguir caminho, paramos em Candeias para nos hospedarmos.
Porém, um susto nos acordou na madrugada, Bernardo com febre alta e vômitos, fomos ao hospital da cidade e acabamos passando o restante da noite com ele em observação. Depois da alta médica seguimos viagem, paramos em Ipirá para dormir, todos estávamos exaustos, chegamos em casa próximo da meia noite e graças a Deus, Bernardo está melhor.
☆☆☆
No dia 27, eu e Fernando retornamos novamente a Salvador, continuidade de consultas e exames. E mais uma vez, claro, passeios são obrigatórios. Dessa vez quis um tour mais cultural. Fomos ao Mercado do Rio Vermelho, um espaço relativamente novo na cidade, degustamos iguarias e cafés.
No dia seguinte, 28, conhecemos dois lugares que ainda não tínhamos ido: o Gabinete Português de Leitura, para apreciadores de livros antigos e literatura de modo geral, um lugar inspirador para se conhecer. Entrada franca.
Após essa visita aos clássicos e transitar pela movimentada Avenida Sete, seguimos ao Museu de Arte da Bahia. Para os apreciadores de arte e história esta é uma parada obrigatória. Um acervo impecável que dialoga com a história da escravidão do Brasil e suas marcas, bem como as instalações contemporâneas de nossos tempos. Vale uma passagem atenta pelas centenas de louças de porcelanas antigas. Entrada franca, também.
Como somos animados, seguimos mesmo cansados ao Pelourinho, percorremos suas ruas e paramos no Largo do Cruzeiro para um café e, assim apreciamos a abertura da Igreja São Francisco e seu ouro reluzente.
Dia 29, pé na estrada. Durante a viagem paramos no comecinho da Chapada Diamantina e conhecemos a Gruta da Lapinha Ibiquera , que fica quase na beira da estrada. Uma exuberante gruta de acervo geológico, mas como peregrinação cristã, achei meio abandonada e nada inspiradora para àqueles que procuram fé.
Chegamos ao aconchego do nosso lar já à noite.
Quando viajo e volto, gosto de refletir sobre as idas e vindas e, sempre confirmo meus ideias de mochileira: podemos viajar dezenas de vezes a um mesmo lugar, mas cada vez é única. Cabe a cada um, saber explorar o potencial de cada lugar e descobrir o novo, naquilo já visto.
Quando viajo e volto, gosto de refletir sobre as idas e vindas e, sempre confirmo meus ideias de mochileira: podemos viajar dezenas de vezes a um mesmo lugar, mas cada vez é única. Cabe a cada um, saber explorar o potencial de cada lugar e descobrir o novo, naquilo já visto.






















































































