Que a Chapada Diamantina tem lugar certo na nossa mala de aventura e amamos voltar por lá, já não é novidade. Por quatro anos seguidos estamos anualmente escolhendo um destino nas terras místicas do coração da Bahia, que sempre nos presenteia com lugares de tirar o fôlego e nos faz conectar com a essência do nosso espírito aventureiro.
Com a desculpa perfeita para ficarmos mais próximos do Festival de Jazz, a escolha de hospedagem deste ano não foi Palmeiras e sim, a simpática vila de Caeté-Açu, localizada no Vale do Capão. Para essa experiência escolhemos bem o lugar, pois uma viagem é feita de trilhas e paisagens, mas também de sensações degustativas e sensoriais e para tal, a melhor seleção foi a exótica pousada com estilo indiano, Lakshmi.
Todos os dias ao acordar, o tchai (chá tradicional da Índia) nos esperava com uma suave explicação dos anfitriões e para acompanhar o café-da-manhã experimentamos o lassi (iogurte com frutas e ervas aromáticas), a samosa (uma espécie de pastel de forno), chapati (pão indiano), o dal (feito à base de cereais) e vários outros saborosos alimentos.
Por entre os dias 21 a 24 de novembro de 2019, estivemos mergulhados na surreal experiência do vale mágico do Capão e para essa aventura, Kamillo Braga, nos acompanhou pela primeira vez. Chegamos com o lindíssimo pôr-do-sol e logo fomos caminhar pelo centro da vila. Sem pressa, sentados no degrau da Igrejinha contemplamos o vilarejo e os transeuntes que ali estavam, degustamos a finíssima e famosa pizza do Capão Grande.
Dia seguinte (22/11), para as trilhas que nos esperavam nos preparamos com a tranquila meditação indiana guiada pela dona Fátima, e logo após, seguimos à Conceição dos Gatos, como já conhecíamos o trajeto não precisamos de guia, decidimos conhecer um novo acesso à cachoeira, e melhor, gratuitamente.
A trilha é mais longa e o acesso é íngreme, mas para quem tem disposição vale muito a caminhada.
A trilha é mais longa e o acesso é íngreme, mas para quem tem disposição vale muito a caminhada.
Com o calor escaldante (não típico da Chapada) apreciamos o nosso primeiro mergulho de Cachoeira, logo após, já quase às 15:00h da tarde almoçamos uma deliciosa moqueca de palmito de jaca no Boa Vista Restaurante, que faz jus ao nome.
Próxima parada, Cachoeira do Riachinho e o seu tão almejado pôr-do-sol, dessa vez apreciamos o banho em suas águas com volume baixo para a estação de seca e claro, contemplamos a sua vista ma-ra-vi-lho-sa! Em seguida, paramos na estrada para tomar um café num quiosque com arquitetura de um cogumelo gigante e retornamos a pousada para nos prepararmos para o primeiro dia de Festival.
O evento, como sempre, reuniu grandes talentos da música instrumental. A mostra Capão abriu a noite no palco da praça principal com notas femininas: canto afro indígena TerrAqua, na sequência a cantora Andrea Cathalá, a roda de samba da Yayá Massemba e, o tão esperado jazz de, Nelson Veras e Luã Almeida Sexteto.
Para o dia seguinte (23/11), fizemos passeios inéditos: mais uma vez sem guia, percorremos uma trilha de descobertas ao Poço das Rodas, caminhada exaustiva para pouca água, mas a vista e o descanso recompensaram. Almoçamos na cidade, no caríssimo, Oxe bistrô.
Após o almoço, resolvemos arriscar conhecer a Lagoa dos Patos, que fica quase à beira da estrada em direção de volta a Palmeiras e, que decisão acertada! Melhor banho da viagem. Uma trilha leve e tranquila com uma vista a um lindo morro, que nos levou a um vale belíssimo.
Após esse refrescante passeio, paramos no Terroá Café e degustamos os melhores grãos da Chapada e claro, uma boa cerveja artesanal não poderia faltar, ainda mais ao som da banda de samba de mulheres, Yayá Massemba.
Após esse refrescante passeio, paramos no Terroá Café e degustamos os melhores grãos da Chapada e claro, uma boa cerveja artesanal não poderia faltar, ainda mais ao som da banda de samba de mulheres, Yayá Massemba.
À noite ficou por conta do Festival e da grata sensação de ouvir Kapelle17, uma banda de garotos alemães que fazem composições jazzísticas autorais, no mínimo fascinantes. Entretanto, infelizmente, perdemos a principal atração, o famoso pianista e compositor brasileiro Cesar Camargo Mariano, por questões de saúde dos tripulantes aventureiros, mas da varanda do hotel junto ao meu pequeno aprendiz de teclado, Bernardo, ainda ouvimos os seus primeiros sons.
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| Godó: culinária típica do Capão |
Último dia (24/11), hora de arrumar as malas e #partiubarreiras? Que nada! Acordamos cedo, despedimos do delicioso tchai e, primeira parada: Cachoeira do Mosquito. Lugar com um receptivo super organizado, taxa de 20,00 por pessoa para entrar, centenas de degraus e uma vista impecável nos esperava.
Na estrada, a caminho da cachoeira, conhecemos dona Neide e suas bonecas artesanais de material reciclado.
Em seguida, paramos em Lençóis e, como de costume almoçamos no O bode, a comida sempre deliciosa e nunca decepciona. Porém, ainda não satisfeitos e com a curiosa vontade de descobrir mais um pouco, resolvemos entrar no já conhecido vilarejo de Campo de São João.
Novidades nos aguardavam. Descobrimos um casal de design, Carol e Wagner, super receptivos que nos mostraram sua artística casa-ateliê e claro, arrematamos alguns artefatos.
Após uma despretensiosa passagem por uma rua qualquer, nos encantamos com um casarão em ruínas e foi aí que Kamillo percebeu que essa família não tem gostos muito normais...👀😂
E para adoçar nossa última parada, já no finalzinho da tarde visitamos um casario centenário, segundo a proprietária, a casa mais antiga do vilarejo. Degustamos os bem vendidos e mais variados sabores dos Doces D'Ofra.
Na estrada, a caminho da cachoeira, conhecemos dona Neide e suas bonecas artesanais de material reciclado.
Em seguida, paramos em Lençóis e, como de costume almoçamos no O bode, a comida sempre deliciosa e nunca decepciona. Porém, ainda não satisfeitos e com a curiosa vontade de descobrir mais um pouco, resolvemos entrar no já conhecido vilarejo de Campo de São João.
Novidades nos aguardavam. Descobrimos um casal de design, Carol e Wagner, super receptivos que nos mostraram sua artística casa-ateliê e claro, arrematamos alguns artefatos.
Após uma despretensiosa passagem por uma rua qualquer, nos encantamos com um casarão em ruínas e foi aí que Kamillo percebeu que essa família não tem gostos muito normais...👀😂
E para adoçar nossa última parada, já no finalzinho da tarde visitamos um casario centenário, segundo a proprietária, a casa mais antiga do vilarejo. Degustamos os bem vendidos e mais variados sabores dos Doces D'Ofra.
Levamos na mochila a doce certeza de que por mais óbvio que seja um lugar pelo qual já passamos algumas vezes, as surpresas que um novo olhar nos traz são sempre emocionantes.






















































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